sábado, 26 de dezembro de 2009

Pensem nisso!!!!


"Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana." disse Albert Einstein.

Em 2008 uma pesquisa realizada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e observadores de apiários revelou que 36% das 2,4 milhões de colméias pereceram devido ao distúrbio do colapso das colônias.

Esta catástrofe afeta as colônias de abelhas nos Estados Unidos desde os anos 1980, mas se intensificou nos últimos anos. Nos Estados Unidos até 60% das abelhas teriam sumido na Califórnia e mais de 70% em algumas regiões da costa leste e no Texas no inverno de 2006/2007. Esta dizimação em massa de populações de abelhas está ocorrendo em diversos países sem uma causa definida. Em algumas regiões da Europa foi registrado o sumiço de até 80% da população de abelhas.

A razão para este desaparecimento de abelhas pode ser o uso excessivo de toxinas e produtos químicos usados na agricultura ou o impacto causado de plantas geneticamente modificadas, que poderia causar uma redução do sistema imunológico dos insetos.

O curioso é que as abelhas não estão morrendo nas colméias nem as colônias estão sendo atacadas por outros insetos, mas elas ficam desorientadas e não conseguem retornar para as colméias. Ainda não se sabe o que faz estes animais perder o senso de orientação.
Acesse:

http://www.fimdomundo2012.com/ciencia-2012/albert-einstein-2012.htm

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Etiqueta avalia seis marcas


E aí alunos o que vocês acham disso?
Quais as vantagens ambientais? Responda de forma holística?


A Renault e a Toyota aderiram ao Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, que tem por objetivo permitir que o consumidor compare a eficiência energética de veículos de uma mesma categoria, auxiliando-o a tomar uma decisão de compra consciente. Concluída em dezembro pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) em parceria com o Conpet (Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural), programa vinculado ao Ministério de Minas e Energia e desenvolvido pela Petrobras, a tabela 2010 contempla a participação de seis montadoras – Fiat, Honda, Kia, Volkswagen, Renault e Toyota, as duas últimas recém-inscritas – e 67 modelos, que correspondem a 50% do volume de vendas no mercado nacional. Até 2009, eram 31 modelos. As categorias avaliadas são subcompactos, compactos, médios, grandes, carga derivado, comercial e fora de estrada.

A Etiqueta Veicular classifica os veículos de acordo com a eficiência energética por categoria, ou seja, quanto eles despendem de energia para se locomover. A classificação vai de ''A'' (mais eficiente) até ''E'' (menos eficiente). São considerados mais eficientes os automóveis que, nas mesmas condições, gastam menos energia em relação a seus pares e, portanto, consomem menos combustível. Para comparar veículos que usam combustíveis diferentes, os valores de consumo verificados em álcool e gasolina são convertidos em joule – unidade que mede a energia.

Outra informação apresentada pela Etiqueta Veicular são os valores de referência da quilometragem por litro, na cidade e na estrada, com diferentes combustíveis. A adesão dos fabricantes e importadores de automóveis é renovável a cada ano e, para participar, o fornecedor deve informar os valores de consumo energético de, no mínimo, 50% de todos os seus modelos de automóveis zero km previstos para comercialização no período, podendo optar por fixar ou não a etiqueta em qualquer um dos vidro do automóvel.

domingo, 20 de dezembro de 2009

COP 15, Copenhague, começou entre o fracasso e a esperança


http://www.ecodebate.com.br/2009/12/10/cop-15-copenhague-comecou-entre-o-fracasso-e-a-esperanca/




A COP 15 – Décima Quinta Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas – o encontro internacional considerado por muitos como o mais importante do século começou na capital da Dinamarca. O desafio: chegar a um acordo para estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera em um patamar que evite o desequilíbrio do clima no planeta.

Na última década a questão ecológica deixou de ser um assunto periférico e deslocou-se para o centro da agenda mundial. Foi decisivo para esse deslocamento o movimento ambientalista e o já histórico relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – IPCC – de fevereiro de 2007. À época, o informe dos pesquisadores e cientistas foi categórico e não deixou espaço para dúvidas ao afirmar de forma contundente – o relatório utilizou a expressão “inequívoca” – que o aquecimento global se deve à intervenção humana sobre o planeta, ou seja, o responsável pela evolução acelerada da tragédia ambiental é a ação antropogênica sobre a Terra.

Há dois temas centrais na pauta em Copenhague: O primeiro é a necessidade premente de um novo acordo – Kyoto está defasado – que reduza drasticamente a emissão dos gases-estufa. Desde o relatório do IPCC de 2007 o sentido de urgência, de que algo precisa ser feito, foi ganhando corpo e um consenso foi se consolidando: a temperatura do planeta não pode subir mais do que 2 graus Celsius até o final desse século. Esse limite é considerado o ponto crítico após o qual as consequências das mudanças climáticas seriam irreversíveis. Para que isso aconteça o mundo tem 40 anos – até 2050 – para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 80% e apenas uma década para atingir metas que correspondam a 20%.

O segundo tema diz respeito ao financiamento – o Fundo do clima –, de como os países ricos, principais responsáveis pelo aquecimento atual ajudarão os países pobres a descarbonizarem sua economia. As cifras necessárias são estimadas em US$ 150 bilhões a US$ 300 bilhões ao ano. Até agora, nenhum país rico disse com quanto pretende contribuir. Retornaremos a esse tema.

O movimento ambientalista já estabeleceu a sua pauta frente a essa agenda. Para o movimento ecológico, o sucesso em Copenhague exigirá um acordo justo, ambicioso, que tenha validade legal e contemple: Um compromisso dos países industrializados de reduzir as emissões em até 40% até 2020 (níveis de 1990); um plano para pôr fim ao desmatamento tropical até 2020 e pelo menos US$ 140 bilhões por ano em financiamentos públicos para os países em desenvolvimento.

É do possível acordo frente aos dois temas – redução e financiamento – que Copenhague pode se transformar numa flopenhague (de flop, ou fiasco, em inglês) ou em uma hopenhague – de hope, esperança, destaca Claudio Angelo.

Embora o tom do noticiário tenha ficado mais otimista ou menos pessimista nas últimas duas semanas, chega-se à abertura da reunião da Convenção do Clima, em Copenhague em meio a incertezas ainda muito acentuadas, afirma o ambientalista e jornalista Washington Novaes. Segundo ele, esse clima de incerteza é explicado pelo vai e vem de posições: “Nem sempre é simples entender o que acontece. Ora se noticia que EUA e China chegaram a um acordo para reduzir emissões, ora se noticia que os emergentes (China, Índia, Brasil, África do Sul), reunidos em Pequim, criaram frente para pressionar os países industrializados a quem atribuem a responsabilidade histórica e numérica de reduzir emissões a também financiar adaptações às mudanças e transferência de tecnologias”.

O mais provável é que o encontro termine com um acordo denominado de “politicamente vinculante”, em vez de “legalmente vinculante”. Na linguagem diplomática um acordo “politicamente vinculante” significa que os países assinam um documento se propondo a realizar esforços na direção do que seria de fato necessário e desejável. Na linguagem popular, significa “empurrar com a barriga” o problema para 2010 – esse é o quadro flopenhague

A grande surpresa seria um acordo ousado em que os países definissem de fato um acordo “legalmente vinculante”, ou seja, com força de lei. Esse cenário, hopenhague, está mais distante, embora não seja totalmente descartável. “A hora é agora. Os resultados virão, porque o preço político de não produzi-los é tão alto que nenhum país poderá pagá-lo”, afirma Connie Hedegaard, presidente da COP-15.

Segundo ela, “todo mundo concorda que ainda podemos chegar a um acordo em todos os elementos-chave necessários a uma resposta ambiciosa global à ameaça da mudança climática – como cortes de emissões de gases-estufa pelos países desenvolvidos e novos fundos para ajudar nações em desenvolvimento a se adaptarem às mudanças climáticas e escolherem um caminho de desenvolvimento verde”.

Na mesma linha vai Yvo de Boer, secretário das Nações Unidas para as mudanças climáticas, para quem
“os chefes de Estado vêm para celebrar êxitos, não para firmar fracassos”. Segundo ele, “nunca nos 17 anos das negociações do clima, os países haviam feito tantos anúncios”. A ONU considera que Copenhague será “um ponto de inflexão na luta para prevenir o desastre climático”.

O otimismo da ONU deve-se ao fato de que nas últimas semanas, os EUA se comprometeram a reduzir suas emissões de gases do efeito estufa em cerca de 17% até 2020 com relação a 2005. A China anunciou que irá frear o aumento de suas emissões e que, dentro de 10 anos, para cada ponto do PIB, irá emitir 40%, e que, em 2050, um terço de sua energia será renovável.

A União Européia, por sua vez, comprometeu-se a reduzir suas emissões em 20% com relação a 1990 e avalia agora ir a 30%. Por outro lado, Japão, Austrália, Brasil, México também chegam a Copenhague com compromissos.

Embora se respire otimismo, está praticamente certo que nada será definitivamente acertado em Copenhague. A própria Connie Hedegaard, anfitrião e presidenta do encontro, dá o caminho de como as coisas deverão terminar: “Nossa leitura, feita a partir das negociações e de muitos encontros bilaterais nos últimos meses, é que existe um sentimento geral de que será muito difícil produzir um instrumento legal completo já em Copenhague – muitos detalhes ainda precisam ser resolvidos –, mas não podemos sair de Copenhague sem um mandato claro para finalizar um instrumento legal num prazo curto”.

Esse resultado, o mais provável, ficaria numa espécie de meio termo entre a flopenhague (fracasso total) e a hopenhague (acordo ousado). Esse resultado, aliás, já foi de certa forma antecipada por Lula e Angela Merkel ao afirmarem que Copenhague não resultará em um “acordo dos sonhos”.

Há, porém os efetivamente otimistas. Um deles é Achim Steiner, diretor do Programa Ambiental das Nações Unidas (Unep). O seu otimismo fundamenta-se na metas já anunciadas pelos países: “Quem considera impossível um acordo em Copenhague está simplesmente errado” disse ele. O diretor da Unep e o especialista inglês Nicholas Stern afirmaram em relatório que a diferença entre as metas já anunciadas – nas últimas semanas, houve anúncio de metas de corte por parte de países que lideram o grupo dos maiores poluidores, como Estados Unidos, China, Índia, Brasil e Indonésia – de corte na emissão de poluentes e o volume considerado necessário pelos cientistas é relativamente pequena.

O estudo afirma que o mundo precisa limitar as emissões a 44 bilhões de toneladas por ano até 2020 para manter o aumento da temperatura neste século em 2 graus (calculados com base no período pré-Revolução Industrial), patamar considerado aceitável pela maioria dos cientistas. Se efetivamente adotadas, as metas já anunciadas por países ricos e em desenvolvimento permitirão reduzir as emissões a 46 bilhões de toneladas por ano.

Fundo do Clima

Um tema que será objeto de forte negociação é o financiamento, ou ainda, o Fundo do clima como mostra as primeiras declarações em Copenhague. O Fundo do clima diz respeito ao repasse de recursos dos países ricos aos pobres e emergentes para auxiliar no mitigamento do impacto ambiental. Nos bastidores do primeiro dia da 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), com a União Europeia à frente, surgiu a proposta dos governos de países industrializados em não repassarem recursos dos fundos de Adaptação e Mitigação aos grandes países emergentes, como o Brasil.

Negociadores europeus e sul-americanos alertam que, sem o entendimento sobre o repasse de recursos dos fundos, as chances de acordo são reduzidas. Os debates sobre financiamento devem ser os mais complexos da COP-15. Não há consenso nem sobre a administração do fundo nem sobre seu montante total – e muito menos sobre a divisão dos valores, assunto que provoca divergência ainda maior entre os diplomatas europeus.

Para eles, a crise econômica – marcada pelo mau desempenho de países industrializados e pela boa performance dos grandes emergentes como China, Índia e Brasil – alterou as condições de negociação entre Bali, em 2007, e Copenhague, em 2009. “A arquitetura do Protocolo de Kyoto previa fluxos significativos de recursos migrando para China, Índia e Brasil. Hoje, acreditamos que, quanto maiores as necessidades de recursos de um país, mais ele precisa receber”, disse o negociador da União Europeia, Artur Runge-Metzger, em referência às nações menos desenvolvidas, como as africanas.

O ex-ministro do Meio Ambiente da França e embaixador encarregado das negociações do clima, Brice Lalonde, confirma a posição. “Na Europa, nos perguntamos se os emergentes devem receber recursos do Fundo de Adaptação ou se o mais plausível seria que apenas os países menos desenvolvidos, como os da África, tenham acesso”, afirmou. “O mundo mudou após a crise, e o papel dos emergentes não é mais o mesmo.”

A hora é agora!

Copenhague e o seu resultado servirá como um sinalizador da real disposição dos governantes em enfrentar a mais grave crise civilizatória: a crise ecológica. Como afirma Jeremy Rifkin, “temos duas semanas para puxar o freio de emergência e evitar a catástrofe climática”.

Hoje o mundo já vive com os refugiados do clima e Bangladesh é o maior exemplo: No último século, a ilha já perdeu 65% de seu território de 250 quilômetros quadrados. Outra ameaça dramática vivem os povos asiáticos em função do aquecimento global. As mudanças climáticas no topo do mundo põe em risco o fornecimento de água da Ásia. As geleiras do Himalaia estão em perigo, já que o seu derretimento (dentro do normal) alimenta o sistema hídrico mais poderoso do mundo: os rios Ganges, Indus, Brahmaputra, Mekong, Amarelo e Yangtze, um sistema que fornece sustento material e espiritual para mais de três bilhões de pessoas.

Esses são apenas dois exemplos de que o planeta Terra dá sinais de esgotamento. Reiterados estudos indicam que os sistemas físicos e biológicos alteram-se rapidamente como nunca antes aconteceu na história da civilização humana. Plantas florescendo mais cedo, primaveras precoces, desequilíbrio do padrão migratório das aves, geleiras derretendo, extermínio sem precedentes de espécies de animais, fenômenos assustadores como ciclones e furacões são algumas amostras irrefutáveis de que o planeta entrou em um estágio de agonia.

Nessa perspectiva é preocupante a pesquisa Nielsen/Universidade de Oxford que revela que a preocupação mundial com a mudança climática diminuiu nos últimos dois anos. A pesquisa mostrou que 37 por cento de mais de 27 mil usuários de Internet em 54 países disseram estar “muito preocupados” com a mudança climática, menos que os 41 por cento de uma pesquisa similar de dois anos atrás. “A preocupação global com o clima esfriou”, disse a Nielsen sobre a pesquisa realizada em outubro, que ligou a redução das preocupações com o clima à crise econômica mundial. Nos Estados Unidos, o segundo maior emissor de poluentes após a China e a única nação industrializada fora do Protocolo de Kyoto das Nações Unidas (ONU), o número dos muito preocupados caiu de 34 para 25 por cento.

Por outro lado no Brasil, pesquisa realizada pelo Instituto Análise, revela que nove em cada dez entrevistados (88%) já ouviram falar do aquecimento global. E 80% disseram ter notado alguma mudança climática nos últimos anos. Desses, 89% classificaram a mudança como ruim para a região onde mora. “O tema do aquecimento global ficou muito popular, e isso é importante para mobilizar as pessoas”, disse o diretor do Instituto Análise, Alberto Carlos Almeida. “Mostra também que a opinião pública está propensa a ouvir discursos que tratem desse tema”, completou, referindo-se à crescente atenção que políticos têm dado ao aquecimento global, por causa da conferência de Copenhague.

Perguntadas sobre “qual país é o maior culpado pelo aquecimento global”, 45% das pessoas responderam, espontaneamente, “Estados Unidos”. A resposta está cientificamente correta, já que os EUA são o país que mais contribuiu historicamente para o acúmulo de gases do efeito estufa na atmosfera. Já a China, que é o que mais emite gás carbônico atualmente, foi citada por 3% dos entrevistados. O Brasil apareceu em 12% das citações, apesar de a contribuição histórica do País para o problema ser pequena.

Destaque-se, porém, que em uma outra pesquisa, a preocupação com o ambiente ficou em sexto lugar na lista de prioridades para o próximo presidente da República, atrás de saúde, educação, segurança pública, emprego e salário mínimo. O tema ficou à frente, porém, de estradas e obras públicas. “É uma demonstração de que todo mundo quer obras, mas que, cada vez mais, essas obras precisam levar em conta o impacto ambiental”, avalia Almeida. Poluição dos rios e desmatamento foram os problemas ambientais mais citados pelos entrevistados.

Universia dá dicas para organizar o estudo a distância

A EAD (Educação a Distância) oferece a possibilidade de aprender em casa, sem que o trânsito ou a agenda atribulada ofereçam contratempos à aquisição de conhecimento. No entanto, é preciso ter disciplina com a organização de tempo e concentração para não prejudicar o aprendizado. O portal Universia traz dicas de especialistas para garantir qualidade ao estudo por EAD.

O conteúdo do Portal considera a disciplina como fator fundamental para obter sucesso no aprendizado a distância. O estudante deve evitar distrações durante o período de aprendizagem. Manter o computador em um local tranqüilo, checar notícias e e-mails pessoais antes de iniciar a aula, ajuda a manter a concentração. Criar uma rotina diária de estudo também colabora com a organização do tempo e a gestão do conteúdo aprendido.

Mais informações sobre como organizar os estudos a distancia podem ser conferidas no endereço www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=17709. Outros dados sobre a EAD estão no Canal Educação a Distancia, em www.universia.com.br/ead.



»» Fonte: http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=26349

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Desabafo docente.


Percebi durante a graduação e hoje como professor, que o aluno ingressa na universidade com uma visão de ensino que é criada durante toda a educação básica brasileira e permanece no ensino superior. A meta é decorar o que vai cair na prova para conseguir notas e se aprovado no final do período. Não vejo a menor preocupação em grande parte dos estudantes em evoluir como ser humano, de sintetizar novas idéias a partir dos conhecimentos aprendidos durante a graduação, aprendendo de verdade. Observo apenas a mera reprodução de conhecimentos, sem questionamentos ou críticas. Sinto que a imagem do professor como mestre, formador de caráter e agregador de valores se perdeu há muito tempo. Hoje em dia, o estudante tem o professor como um mero prestador de serviços, alguém que fornece informações ao longo de 4/5 anos necessárias para se obter um diploma.

Durante conversas com outros colegas, também constatei certos perfis de professores. O professor da universidade particular precisa ser flexível e compreender a idéia do aluno como cliente: se ele for um professor muito rígido, poderá reprovar muitos alunos, que não vão ficar satisfeitos pela cobrança e irão reclamar com o coordenador ou podem abandonar o curso (menos pessoas pagando mensalidades); se ele for um professor muito relaxado e cobrar pouco, os alunos também vão reclamar. Logo, ele precisa ser o professor flexível, ou seja, não ensina nada de muito complicado, cobra o básico para evitar reclamações ou aumenta um pouco o nível de cobrança, mas fornece trabalhos extras e outros mecanismos para recuperar notas baixas e evitar reprovações. No caso da universidade pública, a história é um pouco diferente. Durante os dois primeiros anos de probatório, o professor tenta ser manter o perfil flexível, mencionado anteriormente, para evitar problemas. Passado o probatório, ele faz a sua escolha: pode ser um professor dedicado, que se preocupa com os alunos, na forma como está passando o seu conhecimento adiante e cobra do aluno independente da possibilidade de reprovação (o problema da reprovação é que um aluno reprovado significa um aluno a mais no próximo período e uma turma ainda mais lotada); pode ser um professor que faz o que bem entender durante as suas aulas, já que não existe a menor cobrança de chefes de departamento ou dos próprios alunos, ou um professor que tenta ensinar alguma coisa, que torce para que os alunos aprendam e leva a vida assim.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Objetivos gerais e específicos


Os objetivos constituem a finalidade de um trabalho científico, ou seja, a meta que se pretende atingir com a elaboração da pesquisa.
São eles que indicam o que um pesquisador realmente deseja fazer. Sua definição clara ajuda em muito na tomada de decisões quanto aos aspectos metodológicos da pesquisa, afinal, temos que saber o que queremos fazer, para depois resolvermos como proceder para chegar aos resultados pretendidos.
Podemos distinguir dois tipos de objetivos em um trabalho científico: os objetivos gerais e os objetivos específicos.
Como o próprio nome diz, os objetivos gerais são aqueles mais amplos. São as metas de longo alcance, as contribuições que se desejam oferecer com a execução da pesquisa. Em geral, o primeiro e maior objetivo do pesquisador é o de obter uma resposta satisfatória ao seu problema de pesquisa.
No entanto, para se cumprir os objetivos gerais é preciso delimitar metas mais específicas dentro do trabalho. São elas que, somadas, conduzirão ao desfecho do objetivo geral.
Por exemplo, se o objetivo geral de um projeto é o de contibuir para o estudo de uma dada realidade social, os objetivos específicos deverão estar orientados para esta meta: descrever a realidade; compará-la com outras situações similares; sistematizar os pontos determinantes para sua ocorrência. Cumpridos estes objetivos parciais, certamente o pesquisador conseguirá atingir seu objetivo mais amplo.
Observe-se que a formulação dos objetivos - seja dos gerais, seja dos específicos - se faz mediante o emprego de verbos no infinitivo: contribuir, analisar, descrever, investigar, comparar...
Cumpre ainda dizer que os objetivos têm função norteadora no momento da leitura e avaliação do TCC ou da tese. Isto porque, um trabalho acadêmico é julgado, em grande parte, pela capacidade de cumprir os objetivos que se propõem em suas páginas iniciais. Então, o alerta é: cuidado na hora de estabelecer os objetivos. Além de claros, estes têm que ser exequíveis.

Texto retirado do blog:http://metodologiadapesquisa.blogspot.com/2008/11/objetivos-gerais-e-especficos.html