domingo, 29 de agosto de 2010

TÉCNICA DE CAMPO -OBSERVAÇÃO DE AVES


A observação de aves é uma atividade estimulante e que proporciona tanto aos amadores, quanto aos especialistas, uma interação maior com o ambiente. Além de outros fatores importantes como indicador de impactos ambientais, ajuda também a difundir noções de conservação ambiental. A grande maioria das espécies vivem em zonas temperadas ou tropicais, graças a oferta constante de alimentos e a consequente facilidade de criar os filhotes.

Acredita-se que existam cerca de 9.700 espécies de aves, dessas podemos observar cerca de 3.000 na América Latina, 1.800 no Brasil.






Técnicas de observação:

São adotados cuidados básicos para um bom desempenho da atividade. No percurso deve-se andar devagar e em silêncio, para evitar ser notado pelas aves e para que se possa localizá-las pela vocalização ou por seus movimentos. Na observação de espera, deve-se ficar escondido na vegetação em pontos escolhidos de acordo com suas características atrativas, como fontes de alimento, água ou locais de nidificação.


O período da manhã e do final da tarde são os melhores horários para a observação de aves. Elas são menos ativas em dias muito quentes e se mostram mais ativas após grandes períodos de chuva. A melhor época de observação de aves é no período reprodutivo, no qual elas se mostram mais ativas, o que ocorre geralmente na primavera e no verão.





Equipamentos utilizados:

Binóculos: é indicado usar binóculos com ocular 8x40, que possui um aumento de 8 vezes o diâmetro da objetiva. É essencial que ele tenha um bom aumento e uma boa luminosidade, que estão relacionados diretamente às características do local onde serão feitas as observações.

Vestimentas: é indicado o uso de roupas de cores neutras, como verde ou marrom, e calçados apropriados e resistentes à água. Nos dias quentes aconselha-se o uso de um chapéu ou boné.

Caderneta de campo: onde são feitas as anotações das observações realizadas, material extremamente importante para essa atividade. Levar sempre mais de um lápis, pois o mesmo pode quebrar a ponta, apenas uma caneta, pois o calor pode estourá-la e uma bolsa ou mochila. Evite carregar muito peso.

Guia de campo: livro essencial para identificação de aves, mesmo para ornitólogos mais experientes, para consulta em campo ou em casa. Pode-se utilizar como complementos, máquina fotográfica, filmadora, gravador, mapas, bússolas, paquímetro, régua, sacos plásticos e repelente de insetos.

Checklist: depois de observada e identificada cada ave, é importante a catalogação dos avistamentos numa lista de controle, chamada checklist. Assim, você terá uma constante avaliação da sua evolução como observador e poderá colaborar com as entidades de preservação na consolidação de dados.












quarta-feira, 25 de agosto de 2010

TÉCNICAS DE CAMPO



Prezados acadêmicos de biologia:

Segue abaixo duas técnicas para medidas de altura de árvores, dado indispensável em uma pesquisa de campo em que o tema seja botânica .
Portanto, como bom acadêmico e futuro biólogo é interessante você começar a confeccionar seu material de campo.



Método da vara - Técnica 1

O observador segura uma vara de aproximadamente 1m, de modo que o
comprimento da mesma acima da mão, seja igual a distância de seu olho até a vara, e
movimenta-se para frente e para trás até fazer coincidir a imagem da vara com a
imagem da árvore. A altura desta árvore será igual à distância do observador até ela.

TÉCNICAS DE CAMPO



Como medir a altura de uma árvore - Técnica 2

MATERIAL: uma vara, uma fita métrica e de um dia de Sol!

1. Espeta a vara no chão.
2. Mede a altura da vara (A)
3. Mede o comprimento da sombra da vara (B)
4. Mede o comprimento da sombra da árvore (C)

A tua árvore terá a seguinte altura = A/B*C

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Saídas de Campo



Prezados Alunos ... abaixo segue pequeno fragmento de um pesquisador português sobre a importância da saída de campo nos cursos de formação de professores de biologia...o artigo completo está disponível no link: http://www.enciga.org/boletin/61/o_trabalho_de_campo_na_formacao_professores.pdf

Na foto o professor Eduardo em pesquisa sobre o efeitos da ocupação humana ao longo do Rio Maquiné -RS. E você acadêmico o pensa sobre o assunto? deixe um comentário.

A importância que o Trabalho de Campo (TC) tem assumido na Educação em Ciências conduz a que seja considerado como um recurso de inegável valor, considerado para alguns como fundamental quando se pretende que os alunos estabeleçam a relação dos conhecimentos adquiridos em contexto de sala de aula com a realidade envolvente. O Currículo Nacional do Ensino Básico (2001) prevê que os alunos tenham oportunidade de observar o meio ambiente, de planificar saídas de campo, de elaborar roteiros de observação,instrumentos simples de registo de informação, diários de campo e de usar instrumentos auxiliares (bússola, lupa, etc.).
Pese todo o valor educativo que unanimemente é atribuído ao TC (Gayford, 1985), verifica-se contudo que continua a ser pouco implementado, e quando tal acontece os resultados não correspondem ao esperado, pois nem o factor de motivação, normalmente atribuído à realização de TC, faz com que os alunos alcancem uma aprendizagem significativa dos conceitos, nem a sua realização faz com que os alunos consigam adquirir hábitos e destrezascientíficas. Na opinião de diversos autores, este fracasso resulta da orientação que tem sido dada ao TC realizado. Este assume habitualmente características prescritivas, assentes no cumprimento de instruções detalhadas que conduzem os alunos para a resposta correcta e tem como objectivos fundamentais comprovar a teoria e desenvolver habilidades manipulativas (Rebelo & Marques, 1999; Dourado, 2001).

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Dica de leitura para o paper da BID 3063


Prezados Acadêmicos...

Segue abaixo texto publicado na Revista Teoria e Ação (Ed.4 de julho de 2010, p. 12), uma publicação do IERGS...acredito que sirva de base para provocar nos grupos o aspecto sobre o papel socializador do ambiente escolar.

A revista inteira no formato digital em PDF ...vai estar disponível no mail da turma ...é só conferir.


A formação de grupos no ensino médio já é conhecida e debatida há muitos anos. As famosas “panelinhas” acabam reunindo jovens com interesses em comum e que se identificam em meio ao ambiente escolar. Construir relações de amizades e companheirismo é uma situação que
fica ainda mais evidente durante o ensino médio, quando os alunos deixam de
ser amigos pela “brincadeira” e passam a procurar por pessoas capazes de entender
seus sentimentos e dar apoio nas horas de crises juvenis.
Um dos grandes desafios para os educadores é socializar os alunos, para que possam então conviver e aprender com os demais colegas, também ricos de histórias e conhecimentos a serem transmitidos. É natural que o ser humano busque no outro alguém parecido com ele, mas
restringir à estas pessoas o seu convívio no ambiente escolar é perder a oportunidade
de evoluir ainda mais. Formadas por estereótipos, as panelinhas na escola acabam
prejudicando também alguns alunos que sofrem com a timidez e tem dificuldades
para interagir socialmente, atrapalhando inclusive o processo de aprendizagem para
estes sujeitos. Trabalhar o entrosamento do grupo é um grande desafio para os educadores.
Trazer o aluno para dentro da sala de aula e colocá-lo frente à frente com outras visões e perspectivas é a missão destes professores que buscam um desenvolvimento melhor destes alunos. Vale lembrar que quanto mais tarde esse trabalho é iniciado, mais difícil se torna.
Isso porque com o passar dos anos, os grupos vão ficando cada vez mais fechados dificultando para que novos membros se aproximem. A liderança pedagógica da escola deve cuidar para que estes jovens tenham uma maior abertura para os alunos que buscam incluir-se nos grupos já
formados anteriormente. A harmonia na convivência escolar, a ser buscada incessantemente, gera bons resultados. A interação de alunos com visões opostas e anseios diferentes enriquece o ambiente escolar ao qual estão inseridos. A formação de grupos sociais deve continuar a ser o apoio dos adolescentes, mas eles precisam também conviver com outros perfis para quem possam então desenvolver- se por completo.