segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Dica de leitura para o paper da BID 3063


Prezados Acadêmicos...

Segue abaixo texto publicado na Revista Teoria e Ação (Ed.4 de julho de 2010, p. 12), uma publicação do IERGS...acredito que sirva de base para provocar nos grupos o aspecto sobre o papel socializador do ambiente escolar.

A revista inteira no formato digital em PDF ...vai estar disponível no mail da turma ...é só conferir.


A formação de grupos no ensino médio já é conhecida e debatida há muitos anos. As famosas “panelinhas” acabam reunindo jovens com interesses em comum e que se identificam em meio ao ambiente escolar. Construir relações de amizades e companheirismo é uma situação que
fica ainda mais evidente durante o ensino médio, quando os alunos deixam de
ser amigos pela “brincadeira” e passam a procurar por pessoas capazes de entender
seus sentimentos e dar apoio nas horas de crises juvenis.
Um dos grandes desafios para os educadores é socializar os alunos, para que possam então conviver e aprender com os demais colegas, também ricos de histórias e conhecimentos a serem transmitidos. É natural que o ser humano busque no outro alguém parecido com ele, mas
restringir à estas pessoas o seu convívio no ambiente escolar é perder a oportunidade
de evoluir ainda mais. Formadas por estereótipos, as panelinhas na escola acabam
prejudicando também alguns alunos que sofrem com a timidez e tem dificuldades
para interagir socialmente, atrapalhando inclusive o processo de aprendizagem para
estes sujeitos. Trabalhar o entrosamento do grupo é um grande desafio para os educadores.
Trazer o aluno para dentro da sala de aula e colocá-lo frente à frente com outras visões e perspectivas é a missão destes professores que buscam um desenvolvimento melhor destes alunos. Vale lembrar que quanto mais tarde esse trabalho é iniciado, mais difícil se torna.
Isso porque com o passar dos anos, os grupos vão ficando cada vez mais fechados dificultando para que novos membros se aproximem. A liderança pedagógica da escola deve cuidar para que estes jovens tenham uma maior abertura para os alunos que buscam incluir-se nos grupos já
formados anteriormente. A harmonia na convivência escolar, a ser buscada incessantemente, gera bons resultados. A interação de alunos com visões opostas e anseios diferentes enriquece o ambiente escolar ao qual estão inseridos. A formação de grupos sociais deve continuar a ser o apoio dos adolescentes, mas eles precisam também conviver com outros perfis para quem possam então desenvolver- se por completo.

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