terça-feira, 8 de novembro de 2011

Você conhece o AVA?

Você conhece o AVA?


Eduardo de Almeida *


Isto mesmo AVA, não é nenhuma banda de música eletrônica ou casa noturna da moda e sim Ambiente Virtual de Aprendizagem, algo tão ligado ao novo paradigma educacional conhecido popularmente como EaD, como verão está para praia.


Falando em praia essa é a de muitas instituições de ensino no Brasil, afinal verificamos cada dia mais a expansão, isto é, quase um “Big Bang” de cursos que atingem desde a Educação Básica ao Ensino Superior, tendo como plataforma o AVA.


Nesse mundo virtual do AVA, ou nem tanto assim, se você considerar que virtual é dependente de um olhar caleidoscópico, afinal o que eu vejo e percebo é diferente o que você vê e percebe, mas esse mundo virtual tem tudo que você estudante precisa, lá está cronograma do curso, informações acadêmicas, material de apoio, cursos on-line e muito mais coisas, que possa existir entre o céu e a terra ou entre você e seu PC, Not, Net ou Tlabet.


Fica mais fácil pedir um cafezinho do que fazê-lo, vejo muitos alunos agirem e se comportarem assim, ao invés de acessar o AVA e descobrir as respostas para suas dúvidas e mais fácil enviar uma mensagem ao professor perguntando, isto é, pedindo o cafezinho, já adoçado a gosto do cliente, isso mesmo tudo servidinho, o certo seria ir lá passar o café e prepara-lo para tomar, certamente seria muito mais delicioso. Porque como Professor já servi o tal cafezinho e ao invés de um muito obrigado, recebi algo tipo, tá frio, amargo e só faltou dizer que tinha formiga no fundo.


Há algum tempo pensei que o não acessar o AVA por parte dos alunos era devido a vida cheia de compromissos e estudos desses, mas estudos sem o AVA não existe, até mesmo para dar uma espiadinha estilo BBB nas notas, mas verifiquei que gastam preciosos segundos, minutos e horas em redes sociais, chats, jogos on-line e por aí vai,admito que uso essas redes sociais para tentar fazer uma extensão do AVA, na verdade tipo um anzol com isca, tentar fisgar o peixe para o AVA, mas vejo que o pessoal prefere curtir, seguir ou participar de eventos tipo “A marcha do sei lá o que” do que participar de um chat numa sala virtual do AVA sobre algum tema do curso ou disciplina em questão.


Já cheguei a pensar que a internet me colocaria como ultrapassado como professor, mas percebi que essa ainda está na sua infância como ferramenta disseminadora do conhecimento, isto é, pessoalmente acredito que a internet é uma ótima ferramenta de informação, mas depende de outros mecanismos para se tornar algo que gere conhecimento, afinal a discrepância entre estar informado e conhecer algo é muito grande, mas que ela quebra o monopólio do conhecimento e o desmanche veloz erros de informação, essa realmente faz.


Mas ainda existem alguns professores que não vê com bons olhos tal tendência de se buscar a informação e quem sabe se chegar ao conhecimento de algo, acredito que esses podem sentir sua autoridade do saber diminuída, agem como a Igreja Católica que por muito tempo , usou exclusivamente o Latim em seus textos e nos rituais como forma de barreira entre leigos e sacerdotes, mas antes que pensem que estou falando de religião apenas usei tal exemplo de barreira, pelo fato da língua, afinal como biologista, tudo que conheço, ou penso conhecer em classificação biológica ou obtive informação sobre a mesma foi em Latim, verdadeira idiossincrasia de cientistas naturais.


Mas voltando ao AVA, esse mundo tem que ser colonizado por todos nós, alunos, professores e simpatizantes da tecnologia de comunicação, afinal para o indivíduo, o conhecimento é tão importante , e passa ser uma forma de manifestação de cidadania.


Fica o convite , vamos todos nos encontrar por lá, vamos fazer o AVA preencher a lacuna, colocando todos nós co-responsáveis pela construção desse conhecimento.

*Professor universitário