segunda-feira, 16 de abril de 2012

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL COMO INDICADOR DE FELICIDADE DA POPULAÇÃO



SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL COMO INDICADOR DE FELICIDADE DA POPULAÇÃO
Eduardo de Almeida¹



Recentemente um jornal de grande circulação no Estado do RS, em seu caderno dedicado as questões ambientais, divulgou um indicador socioeconômico que considera riqueza e bem-estar, denominado de Felicidade Interna Bruta (FIB). Adotado no Butão, pequeno país entre a China e Índia na região da cordilheira do Himalaia, esse índice é baseado em nove dimensões, entre elas, chamo a atenção para a “resiliência ecológica”, que mede a percepção dos cidadãos quanto à qualidade da água, do ar, do solo e da biodiversidade. Os indicadores incluem acesso a áreas verdes, sistema de coleta de lixo entre outros.

O termo resiliência tem sua origem na área do conhecimento da Física, também utilizado na Psicologia e muito trabalhado quando se fala em Ecologia, de regra o termo é definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, mas sobre o olhar ecológico o termo é a capacidade de um sistema restabelecer seu equilíbrio após este ter sido rompido por um distúrbio, ou seja, verifica sua capacidade de recuperação.

Com isso nossa Cidade busca sua resiliência, afinal, fato eminente é que Porto Alegre será sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014, tamanho impacto do fato, fez se repensar na sustentabilidade ambiental da cidade, grande avanço nesse olhar, está sendo o Programa Integrado Sócio Ambiental (PISA), que vai possibilitar um salto na questão dos esgotos, grande causador da degradação ambiental, com a conclusão do programa cujo principal objetivo é ampliar a capacidade de tratamento de esgotos da Capital de 27% para 77% até 2012.

Com isso começamos a resgatar um importante ponto de referência da cidade o Lago Guaíba, a implantação do Pisa busca a ação da balneabilidade das águas do Guaíba até 2028, com redução de mais de 99% dos coliformes fecais lançados na extensão, que vai desde a foz do arroio Dilúvio até a praia de Ipanema. O sistema de abastecimento de águas também será melhorado, devido à redução da carga de poluentes orgânicos e da densidade de coliformes na água captada. Nessa mesma linha vamos ressaltar o sistema de coleta de lixo seletivo e automatizada de resíduos orgânicos, grande avanço na questão do gerenciamento de resíduos sólidos e claro com o sistema de contêineres, contribuindo para uma estética positiva para ao acondicionamento dos resíduos até sua coleta pelos caminhões.

Com esses avanços começamos a perceber que nossa cidade está pronta para o futuro, com base forte na sustentabilidade, exigindo um novo olhar dos seus habitantes e visitantes, estamos no desafio de nos tornarmos cidadãos ambientalmente responsáveis, sendo assim é imprescindível no nosso dia-a-dia, conhecermos a Educação Ambiental como ferramenta de transformação, assim nos sensibilizamos e conscientizamos do nosso papel e compromisso com as gerações futuras, agindo assim vamos perceber que é possível termos o FIB , em que o crescimento de uma sociedade não pode ficar restrito ao crescimento econômico, mas deve integrar finanças e qualidade de vida, e essa última ligada a valorização do meio ambiente, afinal o Brasil é a sexta economia do mundo, mas fica a pergunta qual é nossa qualidade de vida na esfera ambiental e como consequência nosso índice de felicidade?

¹ Ambientalista, Biólogo, Consultor, Palestrante e Professor.

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Este trabalho de Eduardo de Almeida, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

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