sábado, 26 de janeiro de 2013

Para futuros professores!!!







Gustavo Reis sempre foi considerado um aluno exemplar. Aos 18 anos, já era professor de matemática. Anos depois, fundou o Mathematica Et Cetera (http://www.mathetc.com), que ajuda os estudantes a compreender a matéria nos mais variados níveis, e transformou o conhecimento em empreendedorismo. No TEDxUnisinos o tema de sua apresentação foi "Seja um fracassado".












E se a educação fosse como a construção de um sistema de computador?


Stefan Weitz é diretor de Pesquisa da Microsoft. No TEDxUnisinos ele colocou a seguinte questão para a plateia: E se a educação fosse como a construção de um sistema de computador?


O tema do TEDxUnisinos é Inovação na Educação. Experiências que inspiram alunos, professores, pais e toda a comunidade onde um projeto ou uma ideia é aplicada são apresentados para que outras pessoas possam transformar a educação do país. em 2012, o TEDxUnisinos aconteceu no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre, no sul do Brasil, no dia 29/11. Veja mais em: www.tedxunisinos.com.br.


No espírito "ideias que merecem ser espalhadas", o TEDx é um programa de eventos locais, auto-organizados que reúnem pessoas para compartilhar uma experiência TED. Em um evento TEDx, vídeos de outros TEDTalks e palestrantes ao vivo combinam-se para provocar uma discussão profunda e conexão em um pequeno grupo. Estes eventos locais auto-organizados são conhecidos como TEDx, onde x = é compreendido como uma atividade independentemente.





quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CINQUENTA TONS DE SUSTENTABILIDADE


* Eduardo de Almeida

Chego ao terceiro texto da trilogia Cinquenta Tons..., depois de falar dos tons de verde das florestas e dos tons de cinza da poluição, chego ao final da ideia de textos, dessa vez motivado ao ler a seguinte informação: A Alemanha é um país pobre em reservas naturais de petróleo, porém, rico em carvão vegetal”. Com base nisso pensei como seria a ideia de sustentabilidade em relação ao esse recurso,  descobri nas palavras de Leonardo Boff em seu livro sobre Sustentabilidade, onde em 1713, onde o Capitão Hans Carl von Carlowitz, propunha o uso sustentável da madeira. Seu lema era: “devemos tratar a madeira com cuidado, caso contrário, acabar-se-á o negócio e cessará o lucro. Mais diretamente: “corte somente aquele tanto de lenha que a floresta pode suportar e que permite a continuidade de seu crescimento”. A partir dessa consciência os poderes locais começaram a incentivar o replantio das árvores das regiões desflorestadas. As ponderações de ontem conservam validade até os dias de hoje, pois o discurso ecológico atual usa praticamente os mesmos termos de então.

Também em meus estudos descobri que princípios de logística reversa e de reciclagem já eram utilizadas antes do que se tem ideia. A preocupação com a produção mais limpa data da década de 20, com Herry Ford em seu livro Today and Tomorrow (Hoje e Amanhã), de 1926, quando Ford salientava que em primeiro lugar deve-se evitar o desperdício e em segundo lugar reutilizar os restos. Com isso, o pensamento dos empresários passou a ser “recolher e reaproveitar sobras é bom”; planejar para que não haja sobra melhor”. Como exemplo, Ford aproveitava os caixotes de madeira dos insumos da produção, do famoso modelo T, retornando-os ao departamento de recuperação de madeira.

A conhecida bandeira da reciclagem onde aparece o ciclo das três setas que se tornou o símbolo universal dessa surgiu em um concurso feito pela empresa Container Corporation of America de Chicago, para contribuir com a celebração do primeiro Dia da Terra em 1970. O ganhador e criador do símbolo foi Gary Anderson, um estudante de 23 anos na época.
Assim, para que haja uma harmonia entre o meio ambiente, é necessário que a tecnologia e a engenharia de processos sejam mais limpas, levando em conta que a vida humana agora é inseparável das atividades das empresas.

Existem mais de 50 tons de sustentabilidade atualmente basta observar que cada vez a humanidade está algemada a sustentabilidade ambiental numa relação de amor com a geração atual e as demais que estão por vir.

* Biólogo, Professor e Palestrante.

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Cinquenta Tons de Sustentabilidade de Eduardo de Almeida é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ECOEFICÁCIA ...é assim que vejo o Mundo

* Eduardo de Almeida


Tenho por hábito e por dever de profissão cercar-me de pessoas que pretendem aprender algo com a minha presença, e nessas conversas muitas vezes em sala de aula, quando sou perguntado sobre a atual situação ambiental do Brasil e do Mundo, sempre respondo que estamos vivendo a fase de ouro do meio ambiente, e isso sempre causa espanto e surpresa num primeiro momento para quem escuta minha resposta, mas logo entendem minha posição, afinal complemento minha opinião pelo fato que nas últimas quatro décadas nunca o meio ambiente ocupou tanto destaque como nesse período, foram Conferências Mundiais, surgimento de órgãos fiscalizadores, criação e aperfeiçoamento de Leis ambientais, a discussão do tema foi para as salas de aula, para as empresas e para os governos. Nunca se cuidou e melhorou as condições ambientais do Planeta como atualmente, só no Brasil a criação do IBAMA em 1989, o Estudo de Impacto Ambiental e seu relatório conhecido como EIA/RIMA na resolução do CONAMA nº 001/86, o Licenciamento Ambiental na resolução do CONAMA  nº 237/97 a Política Nacional do Meio Ambiente em 1981 , Política Nacional de Educação Ambiental em 1999 a Lei dos Crimes Ambientais em 1998 , Política Nacional dos Resíduos Sólidos em 2010 ,saliento também a nossa Constituição Federal de 1988, no seu artigo 225. E citarei como marco a Conferência da ONU de 1972 e suas outras como a Rio 92 e suas posteriores. Vivemos o tal Desenvolvimento Sustentável aperfeiçoado dia-a-dia, pessoas e empresas estão cada vez mais conscientes de sua responsabilidade ambiental, hoje as tecnologias são feitas para  não poluir, consequentemente verificamos menos poluição do ar, das águas e do solo, afinal hoje se fiscaliza e claro se exige instalações de equipamentos para tratamento de efluentes, de controle de emissões atmosféricas, atualmente as cidades investem cada vez mais em saneamento básico, se busca cada vez mais na ciência as soluções para questões ambientais e com base nisso até os combustíveis hoje em dia, tem seus impactos minimizados ou até eliminados, e assim verificamos que a sustentabilidade tão discutida já está acontecendo.

Nessas minhas conversas defendo sempre a ideia da ECOEFICÁCIA, em diminuição da ecoeficiência, sempre explico que a relação entre eficácia e eficiência é muito intensa. Normalmente processos eficientes (eficiência) levam aos resultados desejados (eficácia), mas podemos fazer certo as coisas erradas ou vice e versa, o que que representaria muitas vezes eficiência mas não eficácia ou vice e versa. Um bom exemplo é um time de futebol, um que utiliza os melhores métodos – eficiência dentro de campo (dribles, passes precisos, etc.)- pode começar e terminar uma partida sem ter feito gol, isto mostrou um grupo eficiente, mas não foi eficaz (já que não fez o gol!). Outro time, por exemplo, pode ter baixo nível técnico e terminar uma partida ganhando de 3x0 de seu adversário, já nesse caso o time foi ineficiente (técnica pobre), mas atingiu seu objetivo e por isso foi eficaz. Uma ótima dica de leitura que recomendo é o  livro “Do berço ao berço” dos autores Mcdonough e Braungart, a ideia do berço ao berço começa onde a ecoeficiência acaba, isto é, conforme os autores, é apenas fazer um sistema ruim ficar um pouco menos ruim. As ideias-chave do livro é que em vez de projetar produtos para minimizar os impactos negativos (como faz a ecoeficiência), deveríamos projetá-los para ter impactos positivos (ecoefetividade), que eu denomino de ecoeficácia, outra grande ideia do livro e que precisamos projetar com o futuro em mente, em vez de ficarmos presos a mediocridade do passado.

Para fundamentar minha posição que estamos vivendo os melhores dias do Desenvolvimento Sustentável , uso as ideias-chave propostas por Lomborg no livro “O ambientalista cético”, que muitas reclamações atuais sobre a situação mundial são excessivamente pessimista, e tem por base dados sobre o ambiente analisadas e apresentadas de forma distorcidas ou enganosas, também cito o pessimismo predominante tende minar a confiança em nossa capacidade de solucionar os problemas que nos afetam diretamente. Para finalizar minha colocação, como diria Raul Seixas: “ E para aquele que provar que eu tô mentindo eu tiro o meu chapéu”. 

* Biólogo, Professor e Palestrante.

Licença Creative Commons
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