quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CINQUENTA TONS DE SUSTENTABILIDADE


* Eduardo de Almeida

Chego ao terceiro texto da trilogia Cinquenta Tons..., depois de falar dos tons de verde das florestas e dos tons de cinza da poluição, chego ao final da ideia de textos, dessa vez motivado ao ler a seguinte informação: A Alemanha é um país pobre em reservas naturais de petróleo, porém, rico em carvão vegetal”. Com base nisso pensei como seria a ideia de sustentabilidade em relação ao esse recurso,  descobri nas palavras de Leonardo Boff em seu livro sobre Sustentabilidade, onde em 1713, onde o Capitão Hans Carl von Carlowitz, propunha o uso sustentável da madeira. Seu lema era: “devemos tratar a madeira com cuidado, caso contrário, acabar-se-á o negócio e cessará o lucro. Mais diretamente: “corte somente aquele tanto de lenha que a floresta pode suportar e que permite a continuidade de seu crescimento”. A partir dessa consciência os poderes locais começaram a incentivar o replantio das árvores das regiões desflorestadas. As ponderações de ontem conservam validade até os dias de hoje, pois o discurso ecológico atual usa praticamente os mesmos termos de então.

Também em meus estudos descobri que princípios de logística reversa e de reciclagem já eram utilizadas antes do que se tem ideia. A preocupação com a produção mais limpa data da década de 20, com Herry Ford em seu livro Today and Tomorrow (Hoje e Amanhã), de 1926, quando Ford salientava que em primeiro lugar deve-se evitar o desperdício e em segundo lugar reutilizar os restos. Com isso, o pensamento dos empresários passou a ser “recolher e reaproveitar sobras é bom”; planejar para que não haja sobra melhor”. Como exemplo, Ford aproveitava os caixotes de madeira dos insumos da produção, do famoso modelo T, retornando-os ao departamento de recuperação de madeira.

A conhecida bandeira da reciclagem onde aparece o ciclo das três setas que se tornou o símbolo universal dessa surgiu em um concurso feito pela empresa Container Corporation of America de Chicago, para contribuir com a celebração do primeiro Dia da Terra em 1970. O ganhador e criador do símbolo foi Gary Anderson, um estudante de 23 anos na época.
Assim, para que haja uma harmonia entre o meio ambiente, é necessário que a tecnologia e a engenharia de processos sejam mais limpas, levando em conta que a vida humana agora é inseparável das atividades das empresas.

Existem mais de 50 tons de sustentabilidade atualmente basta observar que cada vez a humanidade está algemada a sustentabilidade ambiental numa relação de amor com a geração atual e as demais que estão por vir.

* Biólogo, Professor e Palestrante.

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Cinquenta Tons de Sustentabilidade de Eduardo de Almeida é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

5 comentários:

adriane.marrua@gmail.com disse...

Sim estamos algemados é preciso ter consciência responsabilidade com nossas ações elas devem ser feitas para todos,visando uma transformação social e moral,buscar novas alternativas,não podemos esquecer que muitas ideias que a maioria pensa ser atual existem a muito tempo,questionar o que foi feito e o que devemos fazer para reverter essa situação, deixar o pessimismo de lado, acreditar na nossa capacidade de transformar e deixar um mundo melhor para as futuras gerações.

Anônimo disse...

fernando.reis@ufrgs.br
Ford alem de recuperar a madeira usava a mesma para fabricar o assoalho do for modelo T o segundo carro mais fabricado no mundo perdendo para o fusca perto de 15 milhões de unidades, seu maior legado é o modelo de produção que racionalisa o consumo de energia.
Fernando reis

Thaniê Xavier Ouriques disse...

Conceitos antigos, mas muito bem embasados.
Porque nos parece ser tão atual?!
Precisamos nos conscientizar dos impactos que podemos causar, por meio de nossas atitudes.
Agir localmente e pensar globalmente faz toda a diferença.

Thaniê Xavier Ouriques

Ilmo Afonso disse...

Sim a sustentabilidade acima de tudo começa em nós mudando nossos hábitos de consumo. Usando o mínimo possível de embalagens descartáveis. Pensar em preservação ambiental, é agir a partir do local em no seu em torno.
Começando a deixar o carro na garagem um dia e outro não. Ou saímos do discurso que virou modismo e agimos concretamente ou ficamos só n o discurso vazio.
Que do nada a lugar nehum

adriane.marrua@gmail.com disse...

Concordo com você Afonso é através de nossas ações diárias, pequenas mudanças como desligar os aparelhos eletroeletrônicos das tomadas,evitar o desperdício dos alimentos...preservar acima de tudo pensando no futuro das novas gerações!